terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O Hobbit – A Desolação de Smaug

Milhares de fãs ansiavam agonizantemente a chegada do segundo capitulo de O Hobbit. E a espera foi finalmente agraciada com uma produção que não se via há anos. Apesar de muita gente ter comentado que preferiu o primeiro, sou obrigada a discordar.
Sim, o primeiro filme é inesquecível! E apesar de ter alguns pontos diferentes do livro, não falhou em nada! Mas este segundo está melhor do que eu imaginava. Quando assisti, vi que os produtores se empenharam verdadeiramente para nos faz acreditar mais uma vez na magia que Tolkien apresentou – não somente para seus filhos biológicos – mas para todos nós: filhos de coração! Mas será que posso me atrever a criticar uma obra tão perfeita do mestre Tolkien? Será que sou digna de, com minhas palavras, descrever a perfeição que deslumbrei neste dia 13 de dezembro?
Sob a direção de Peter Jackson, as florestas ficaram deliciosamente sombrias, suas arvores e montanhas não deixaram duvida de terem sido retirados do mais fantástico livro já escrito. Sua produção visual deixa qualquer um de queixo caído, nos fazendo imaginar muitas vezes que estamos assistindo a um glorioso jogo de RPG. Cenas de batalhas em meio a rios, pedras e arvores fizeram com certeza muita gente pular das poltronas. Eu fui uma delas diversas vezes. E algo que sempre me encanta em filmes, é o figurino. Sendo uma fã como sou, não poderia ver essa incrível continuação sem reparar em cada detalhe das vestimentas dos nossos heróis. As roupas que cobriam nossos personagens preferidos convenceram de primeira que realmente foram feitas naquela época e naqueles lugares distantes. As formas como amarravam mantos e sapatos mostram um cuidado imenso da produção em não deixar nada fora do lugar, ou de época. Suas armas e arcos remendados mostram que eles não podem ser de outro lugar a não ser da terra media.
O elenco foi sem duvida escolhido a dedo. Desde o primeiro, os atores incorporaram fielmente os papeis que interpretaram. Martin Freeman está deslumbrante como Bilbo. Seu modo rápido de falar, seus olhares ansiosos e movimentos atrapalhados mostra que Martin absorveu o personagem e se empolgou para a maravilhosa atuação. Há varias cenas em que não podemos deixar de dar risada, e isso é perfeitamente compreensivo, quando Bilbo – nervoso como só ele consegue ser – enfrenta cara a cara um dragão.
E isso é outra coisa que fez o filme rumar para outro nível. A tão esperada aparição de Smaug deixou os fãs a ponto de arrancar o próprio coração. Nunca um dragão foi tão amado e odiado ao mesmo tempo. A princípio aparece sob a pilha de ouro, escondido, silencioso e até ai não sabemos o que está por vir. Mas quando se deixa mostrar, Smaug sem sombra de duvida surpreende pelo tamanho, mas uma das coisas que mais me chamou a atenção foi sua voz: ops, spoiler!
O dragão fala! Smaug fala! E sua voz é macia e bruta na mesma intensidade. O modo como brinca com as palavras, como intimida Bilbo e se ergue imponente nos faz querer levantar da poltrona e correr para dentro da tela. O modo como foi produzido, dá a Smaug uma perfeição jamais vista. Sua monstruosa boca com dentes gigantes movem-se como se fosse real. Jamais imaginei que fosse presenciar algo tão perfeito quanto Smaug. Suas passadas rápidas, subindo e descendo rapidamente os grandes pilares e rochas no interior da montanha o fazem ficar ainda mais poderoso e amedrontador. Dublado com a poderosa voz de Benedict Cumberbatch, a suavidade e a força do som fica marcado em nossas mentes até muito tempo depois que o filme acaba. Digo com certeza de que não houve voz melhor para um dragão que a voz de Benedict. E Smaug, com suas escamas, asas e dentes maiores do que é possível crer, proporcionou deleite para todos que sonham em ver este monstro com asas. Para mim, foi a reprodução mais fiel de um dragão. E quando Smaug falou com intensidade “Meus dentes são como espadas, minhas garras são como lanças e minhas asas são como tornados” não pude deixar de notar que praticamente todos naquela sala de cinema soltaram um suspiro de excitação.
E alguém que é sem duvida inesquecível é Ian McKellen como o poderoso Gandalf. Não há como lembrar de hobbits sem lembrar do mago cinzento que recruta o pequeno Bilbo para a aventura nas montanhas de Erebor. Como sempre, não há o que falar a não ser que Ian botou pra quebrar com a forma que interage com o elenco e até mesmo o cenário. Parece que está no seu lugar de origem. Parece ter nascido para usar aquele chapéu pontudo e atuar como o mago mais amado por milhares de pessoas. Mas uma tremenda sacanagem que achei foi o fato de Gandalf ir – desde O Hobbit até os outros filmes da saga – sozinho nas batalhas mais intensas e perigosas apenas para ganhar mais XP e dropar a roupa do mago cinzento e evoluir para o mago branco mais rápido.
O ator Orlando Bloom também retorna como o elfo Legolas. Mesmo podendo notar que o ator envelheceu e esta um pouco mais encorpado, fizeram um bom trabalho de maquiagem nos deixando empolgados da mesma forma – ou até mais – que nos filmes anteriores. Seus tiros certeiros de arco e flecha estiveram presentes nas cenas mais emocionantes do filme.  Com saltos no melhor estilo le parkour, Legolas deixa um rastro de orcs perfurados com suas flechas ágeis por onde passa. Isso era algo que eu estava sentindo falta no primeiro filme. Flechas e os incríveis movimentos do arqueiro.
Algo que simplesmente achei demais foi poder lembrar que o jogo “O senhor dos anéis – Guerra no norte” faz varias referencias ao filme. No filme, Tauriel utiliza uma erva curativa chamada Athelas para curar um ferimento do anão Kili, e no jogo, temos o dever de encontrar essas mesmas ervas curativas. Isso foi inesperado, foi inevitável olhar para o lado e procurar alguém que também já lutou contra orcs para garantir um pouco de Athelas. Assim como no jogo, uma das coisas que aparece no seu inicio é que Bri é escura e está sempre chovendo. Bom, quando a pequena cidade de Bri aparece não poderia estar diferente não é? Estava chovendo! Sem contar que as armas dos monstruosos orcs no game são idênticas ao filme. Houve um cuidado maravilhoso que com certeza valeu a pena! Pode parecer algo simples, mas essas referencias fazem os fãs comentarem entre si sem poder conter o sorriso no rosto!
O efeito 3D que foi utilizado nesse filme agrada em alguns pontos, como quando abelhas e aranhas invadem nosso aparente território, mas não há grandes sensações da terceira dimensão. Pois no começo do filme há bastantes itens que mostram um bom efeito, mas com o passar do filme não me lembro de ter presenciado grandes sensações de primeiro e segundo plano. Uma das coisas que poderia ter sido bastante aproveitada foi as flechas disparadas por Legolas e Tauriel, mas nem assim houve grandes efeitos 3D. Outro efeito que amo nesse filme é o de transformar homens com estatura normal em anões robustos, dando até pra sentir o cheiro de idade media exalando dos personagens. Uma produção realmente brilhante, e que muitas vezes surpreendem pela perfeição. E para dar aquele toque diferente, um dos roteiristas de O Hobbit é o aclamado Guillermo Del Toro. Não sei por que, mas algo me fazia sentir que tinha um dedo de Del Toro na produção. Simplesmente amei! Recomendo mil vezes!
Gandalf está de volta a Bri para convencer Thorin a lutar para recuperar a pedra Arken e com ela o poder de subir ao trono de Erebor, sob a Montanha Solitária. E para isso precisará da ajuda de um “ladrão”. Alguns meses depois Bilbo, Gandalf, Thorin e mais doze anões estão a caminho das montanhas que foram invadidas por Smaug. E em meio a perseguições de Orcs, o grupo encontra a casa de Beorn, um transmorfo enorme que quase os matou em sua forma de urso grotesco. Mas apesar de odiar anões, Beorn empresta seus pôneis e cavalos para o grupo seguir viagem um pouco mais rápida, pois odeia ainda mais os terríveis Orcs. Mas o caminho que devem seguir é pela Floresta das Trevas, e Gandalf tem uma tarefa distante para realizar, afastando assim dos anões e de Bilbo, mas pede para o grupo não sair da trilha e o esperem antes de entrar na montanha solitária. Mas ao entrar na floresta, acabam indo pelo lado errado, por fora da trilha onde não puderam se defender de algo que a floresta exala, entorpecendo-os e confundindo seus sentidos. Bilbo sobe em uma arvore para se localizar e vê que não estão assim tão longe da montanha, e respirando ar puro pode perceber algo errado. Quando desce, vê seus companheiros sendo envolvidos por grossas teias de enormes aranhas! Bilbo usa o anel para ficar invisível e assim pôde ouvir as aranhas sussurrando seus planos para o jantar. Corajosamente, Bilbo luta contra as diversas patas e consegue se livrar por pouco tempo. Quando os anões são libertos, as aranhas os estão quase devorando, mas Tauriel e Legolas aparecem eliminando as aranhas, mas infelizmente capturando os anões e não percebem Bilbo – que está novamente invisivel.
Levando os anões para o rei dos elfos Thranduil, aprisiona-os em jaulas, mas apenas Tauriel – elfa chefe da guarda – sente piedade dos anões, encantando-se pelas doces palavras de Kili. Bilbo consegue entrar no lugar e com seu anel poderoso consegue roubar as chaves e libertar os amigos. Utilizando vários em barris vazios, Bilbo consegue libera-los por um alçapão deixando-os cair em um rio abaixo do castelo. Bilbo vai por último, mas não consegue evitar de chamar a atenção dos guardas, que junto de Legolas rumam para o riacho que segue incessante para algum lugar. Mas Orcs aparecem pelo caminho, obrigando os elfos a “defenderem” os anões das flechas, mas Kili é atingido por uma das flechas envenenadas que os Orcs lançaram. Uma furiosa guerra de arcos, flechas e até mesmo barris rolantes acontece e os leva até o fim do rio, deixando para trás elfos e Orcs.
No fim do rio encontram Bard, um jovem barqueiro que trabalha recolhendo barris. E com algumas moedas e muitos barris, o grupo convence Bard a leva-los para a Cidade-Lago, onde podem tratar do ferimento de Kili. Mas enquanto tentam roubar algumas armas são pegos pelo prefeito da cidade, onde são obrigados a se identificarem. Thorin revela que é o rei de direito de Erebor e fará o que for preciso para destruir o dragão, reaver a pedra Arken e assumir o trono. Com a benção da cidade, Thorin deixa Kili aos cuidados de Tauriel – que correu para a cidadezinha para fazer o possível pela vida de Kili – e suas ervas curativas e partem para a Montanha Solitária.
Ao chegar, encontram a entrada muito acima na montanha, e possuindo a chave que abrirá a porta secreta, esperam a Ultima Luz de Durin que iluminara a fechadura escondida. Mas a ultima luz do dia aparece e vai e não conseguem visualizar a fechadura. Com a esperança destruída, começam a descer a montanha, ate que Bilbo compreende que a ultima luz, não passa da luz da lua, e assim conseguem entrar. Mas Bilbo precisa mostrar agora toda a sua astucia como ladrão e tirar – de bem debaixo dos olhos de Smaug – a preciosa Pedra Arken.
Ainda tem dúvidas se deve ou não ver a segunda parte desta trilogia maravilhosa? Confira o trailer abaixo para acabar com qualquer resquício de dúvidas de sua mente:


Atores

Martin Freeman como Bilbo Bolseiro
Ian McKellen como Gandalf o Cinzento
Orlando Bloom como Legolas
Evangeline Lilly como Tauriel
Richard Armitage como Thorin Escudo de Carvalho
Lee Pace como Rei Thranduil

Luke Evans como Bard
Cate Blanchett como Galadriel
Manu Bennett como Azog
Graham McTavish como Dwalin
Dean O’Gorman como Fili

 Aidan Turner como Kili
James Nesbitt como Bofur

Ken Stott como Balin
William Kircher como Bifur

Peter Hambleton
 como Gloin

Adam Brown como Ori

Jed Brophy como Nori
Stephen Hunter como Bombur
Mark Hadlow como Dori
John Callen como Oin
Sylvester McCoy como Radagast o Castanho
Stephen Fry como Mestre do Lago

Pontuação

Trilha Sonora
Maquiagem
Efeitos Visuais
Figurino
Fotografia
Efeitos Sonoros
Final Thoughts
Overall Score4.7
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